domingo, 27 de novembro de 2011



A cada dia que passa, percebo que não sei nada nesta vida.
Aprendemos a todo instante. Cada pessoa que cruzamos carrega consigo uma
história, uma sabedoria que não conhecemos. Cabe a nós abrirmos nossa mente
para o novo. Hoje almocei na casa de um amigo que conheço há anos, mas nunca “me
permiti” ir até sua casa para um almoço ou tomar uma cerveja e conversar. Foi
um dia mágico, trocamos muitas informações, e acabei descobrindo que ele tinha
uma versão própria sobre um episódio recente de minha vida. Foi muito bom ouvir
sua versão da história, pois até então eu tinha a minha versão e a da pessoa
envolvida. Percebi que existem outras tantas versões quanto pessoas à minha
volta. Desta forma, “caiu a ficha “
para mim. As pessoas à nossa volta nos enxergam de maneira particular até o
momento em que nos conhecem e entram em contato com nossa versão da história ou
nossa visão das coisas. Dias atrás, estava em uma obra no sul do país, e, em
conversa com o empreiteiro dela, aprendi como se prepara um belo churrasco
gaúcho. Parece simples, mas para mim, que não tenho amigo gaúcho, foi o máximo
aprender isso. Pensei comigo mesmo, se eu mantivesse a distância “normal” entre
arquiteto e “pedreiro” nunca aprenderia isso. Quero dizer que, se aceitarmos
nossas limitações e admitirmos que somos como frascos vazios, ávidos por conhecer
pessoas e histórias, seremos receptores e ao mesmo tempo transmissores de
conhecimento. Além disso, nessas conversas, nessas informalidades, estaremos
dando aquilo que as pessoas mais sentem falta em nossos dias (leia-se “dias-corridos-na-metrópole-sem
tempo-pra-nada”): atenção. Somos carentes de atenção. Tenho conhecidos que “precisam”
falar de si o tempo todo e nem percebem que estão falando com outra pessoa. Parece
que é um monólogo. O desenvolvimento humano passa pelas coisas mais simples da
vida: Ouvir, falar e fazer. Busco diariamente, olhar para mim mesmo e perceber
o que estou ouvindo, o que estou falando e o que estou fazendo. Em minha
profissão, o menos é mais (parafraseando o arquiteto Mies Van Der Rohe).
Visitei recentemente a 9ª Bienal de arquitetura. Apesar de ter ido apenas em
outra no passado, fiquei comparando as duas visitas e notei o quão entediado eu
estava, pelo excesso de informações repetidas e algumas delas sem agregar
absolutamente nada em meu repertório. Levei-me vazio, mas voltei meio frustrado
pela pouca novidade, pela timidez de ousadias, pela mistura de referências de
obras inovadoras em contraste com discussões para problemas que foram superados
há anos, em diversos países do mundo. Enfim, estou em um momento da minha vida
em que o que mais desejo é ir pra frente, caminhar em direção ao novo,
proporcionar a mim mesmo e aos meus próximos, a oportunidade do novo, da
mudança. Quero mudar o estilo de tudo, quero ouvir novas músicas, conhecer
outros povos, outras culturas, quero eliminar todo “pré-conceito” da minha vida,
da minha mente. Quero ser importante para alguém, quero fazer alguém pensar,
desejo que as cores sejam renovadas, pois elas desbotarão se ficarem na
vitrine! Aliás, quer coisa mais monótona do eu você passar em frente da mesma
vitrine e notar que nada mudou em semanas? Você simplesmente para de olhar para
ela. Fica aqui uma dica: Ouça mais, fale menos, faça o que te satisfaz!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estar só não significa estar sozinho. A sensação de estar com você mesmo, com liberdade e livre arbítrio de exercer o direito de não fazer nada quando você quiser. Ou então fazer tudo o que quiser, para quem e com quem quiser. A vontade de fazer filantropia quando ela for necessária, de ouvir seu melhor amigo(a) durante horas, de modo que ele se esvazie de si e você possa aprender com a lição dele mesmo. È estar em meditação todo o tempo, olhando com o olhar simples de quem não tem mais a pressa do grupo, do parceiro(a), do cuidado com os animais de estimação. Não que seja ruim tê-los, mas não carregá-los nas costas é uma sensação de leveza. Somente quem já esteve no núcleo familiar, sendo o lider ou responsável pela provisão, pode saber do que estou falando. Não tem preço aqueles momentos nos quais você quer ficar sozinho, somente você e ninguém mais, pensando na vida ou não pensando em nada. Após anos de vida à dois, estou tendo a certeza de que estar só é o meu momento, sem pezares, sem mágoas, de bem com todos, fazendo o bem de forma imparcial, sem julgamentos, apenas fazendo-o de coração aberto. Sinto falta dos momentos bons com a companheira de longos anos, sinto falta do momentos felizes das companheiras recentes, com as quais não vivi muito tempo, mas parendi a comreendê-las, sinto falta de mim mesmo, pois nunca estive comigo mesmo em todos esses anos. Apesar de ser filho única de família pequena, sempre estive acolhido por amigos e familiares próximos. O momento mundial é de reflexão: Qual sua pegada neste mundo? Qual sua participação no seu grupo, na sua comunidade? Qual o impacto que você causa nas pessoas? Mesmos as desconhecidas e distantes? Distantes nas idéias, porém próximas de você. Reparo que muitas pessoas estão distantes dos acontecimentos de suas próprias vidas. Ficam preocupadas com a vida alheia e não enxergam que sua vida está sendo levada pelo vento.
O vento carrega tudo que está solto na mente.
O vento sopra e as idéias vem...
A vida simples (single) me espera!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pais do Grupo Escoteiro Jabuti - 108

Ver detalhe da imagem
Vamos refletir:

Nós do Grupo sabemos o que fazemos, como fazemos e qual o benefício das atividades escoteiras.
Não sei quantos moradores são contra. Por enquanto não importa.
Sugiro que todos os moradores do entorno sejam convocados para uma reunião no local da sede escoteira, ou no espaço do estacionamento ou até mesmo na câmara municipal.
Escrever abaixo-assinados é fácil e conseguir assinaturas é mais fácil ainda. Em um dos programas CQC da Tv Bandeirantes, uma repórter conseguiu diversas assinaturas dos parlamentares da Câmara Legislativa de Brasília, apoiando a inclusão de um litro de cachaça na cesta básica dos cidadãos. Momentos depois ela os abordou perguntando se haviam apoiado esta barbárie, e por mais irônico que seja, nenhum deles disse saber do que se tratava o abaixo-assinado. Isto prova que devemos “ouvir” os moradores das imediações do grupo e com isso saber exatamente o que os perturba e podermos avaliar nosso impacto na vizinhança. Eu, como pai e apoiador do Grupo, tenho convicção de que este impacto é muito mais benéfico do que maléfico.
Temos que nos “armar” de humildade e sabedoria. Conhecer os princípios escoteiros e saber ouvir. Ouvindo nossos vizinhos poderemos criar um ambiente de harmonia e convívio saudável com eles.
Vivemos em um mundo extremamente conturbado. Todos os dias o noticiário nos bombardeia com fatos que nos deixam horrorizados, com medo e temor de vivermos coletivamente.
Em urbanismo, aprendemos que a diversidade de uso das ruas e quadras urbanas geram movimentos diários e noturnos. Com isso não sobra espaço para os meliantes agirem, pois sempre terá alguém passando na rua, saindo nos portões, olhando pelas janelas, enfim, será um local movimentado 9por pessoas do bem, como os escoteiros – no nosso caso).

Fica assim minha opinião de arquiteto, urbanista e apoiador do movimento escoteiro e de toda atividade comunitária e saudável.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Fragmentos do Passado - I


Semana passada resgatei "manuscritos" da década de 80', nossa, parece que foi ontem, escrevendo poesias ou quase isso, na sala do Ito, do velho e bom Ito. Hoje está extinto e deu lugar à FITO (Faculdade Instituto tecnológico de Osasco). Escrevi na sala e em casa também. O ano de 1989 foi muito inspirador, ao que me parece, olhando de hoje. Você pode pensar que eu cheirava, fumava e tudo o mais, mas que nada, escrevia tudo na sêca mesmo, pura inspiração. Algumas vezes escrevíamos juntos, eu o Sebastian (que saudade amigo!) e a Josi. Nos reuníamos em minha humilde casa ou então na casa do Sebastian, geralmente tardes de domingo, melancólicas, ouvindo a Eldorado FM ou então discos da Sarah Voughan ou algum rock da época. Sei que a Josi lia Karl Marx. O Sebastian não me lembro. Eu lia algumas coisas de Franz Kafka. Naquela época já gostava de desenhar. Fazia esboços toscos e sem sentido nenhum, apenas por desenhar. Hoje, essses desenhos, interpretados, podem até significar alguma coisa, mas exige um esforço danado da cachola rssss.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Day Made of Glass... Made possible by Corning.

A tecnologia a serviço da vida. neste vídeo o mote é a facilidade em casa e no trabalho, no caso estúdio de publicidade e moda. Mas estedendo isso para monitoramento de acidentes, ou até mesmo no segmento da saúde, por exemplo tecnologia aplicada a diagnósticos precoces ou exames laboratoriais ultra-rápidos. Enfim, estamos bem perto desta tecnologia.
Bom divertimento!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TFG 5º Ano - 2011


















Hoje estive de volta na universidade em que me formei, a convite de uma grande colega de profissão, para apresentar meu trabalho de conclusão de curso, para a turma que o fará também no final deste ano. Para mim é uma satisfação sem tamanho, o fato de poder expor com tranquilidade de quem já passou por todo o sufoco desta final de curso, minha experiência e aprendizado, para uma turma ávida por aprender como se faz para ter tudo resolvido rapidamente, sem dificuldades e superar o medo da banca final com segurança. A platéia calada perante minha esplanação e os olhares em busca de uma fórmula mágica projetual é muito interessante. Como um ano passa rápido. Dois também, três, quatro... O tempo é implacável e me lembro como se fosse hoje minha apresentação final. Por sorte, fiz professores-amigos durante os cinco anos que se passaram. A Cris me orientou desde o primeiro dia de aula, provavelmente ela nem saiba disso. Mas foi marcante sua amabilidade e paciência com aquela turma de mais de cem candidatos à arquitetos. A Patrícia com seu jeito meigo de menininha de 1,50m de estatura, mas com conhecimento urbanístico digno de gigantes, me iluminou a mente com ótimas apostilas e aulas dinâmicas que colocaram grande parte do embasamento de meu projeto. Depois as saídas para a padoca também reforçaram os laços de amizade e cumplicidade. Sobre a Duli, não tenho palavras pra descrever a satisfação de rever a "amiga da minha amiga". Foi surpreendente conhecê-la a frente de alunos curiosos para saber como ela conseguiu desenhar aquele TFG todinho à mão. Desenhos expressivos e traços firmes. O projeto dela no recife é digno de meu júbilo e reverência máxima. Fez-me lembrar os traços firmes de Lina. A Stamatia é uma "paixão" à parte. Fascinado pela história da arquitetura que aprendi com ela, fiquei ainda mais deslumbrado com suas aulas marcantes e seus ritos emocionantes e às vezes amedrontadores. Entrei na universidade pensando que sabia quase tudo e saí sabendo que restava todo o resto para aprender. Ela que nos incentivou tanto a comprar livros de arquitetura, ler os mestres, venerar os ilustres urbanistas. Ah, bons tempos aqueles em que podíamos tudo sobre o papel. Outras grandes figuras passaram por nós e nós por eles. Alguns polêmicos, outros engraçados.

A arquitetura me deixou e deixa marcas profundas. Emociono-me em refletir sobre como a nossa profissão é completa e instigante. A vasta gama de opções de atuação de um arquiteto nos torna polivalentes e acentua a penetração nos mais variados campos do saber, da cultura de diversos povos, do envolvimento nos diversos meios de desenvolvimento humano e tecnológico.

Outro dia passei em frente a uma escola municipal da cidade de Barueri, e pude ver, com tamanho orgulho, na grade da fachada, o novo nome da escola: EMEI Hércules Alves de Oliveira. Este homem, arquiteto, marido da Miriam, pai da Camila (colega de coração), foi meu primeiro mestre no ofício divino da arquitetura. Ele estará sempre em meu coração, como pai e precursor de meus aprendizados até hoje e sempre. Agradeço diariamente à Deus por colocar em minha vida pessoas tão especiais como todos que citei e outros tantos que "sabem" atravésde seus coração, a gratidão que tenho por conhecê-los. Amigos e colegas que deixaram fortes marcas em minha caminhada, não só como profissional, mas sobretudo, como pessoa. Todos contribuíram, de alguma forma, para meu desenvolvimento pessoal, profissional e espirirual.

A jornada continua e este ano, o CAU iniciará suas atividades livremente, sem as amarras do "outro" conselho.


Aos meus futuros colegas de profissão, deixo a máxima de Mies: "menos é mais".

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FLUTUANDO

De repente, do nada mesmo, acontece algo em nossas vidas que muda totalmente o ruma das coisas. As ocorrências involuntárias nos causam medo e ansiedade ao mesmo tempo. São surpresas boas (mas nem sempre) que nos fazem pensar em como tudo pode mudar em um minuto, ou um segundo. Pode ser um presente repentino; uma pessoa que você conhece numa festa ou em um encontro de amigos, na balada ou no restaurante; uma notícia que te impressiona e impacta de maneira inesperada (novamente, que seja do bem...). enfim, aquelas coisas sem explicação que te acontecem quando menos espera.
Somos bombardeados por elas periodicamente e poucas vezes percebemos. Deixamos de perceber as "boas energias" que nos cercam porque ficamos bitolados em nossa rotina diária de coisas "superimportantes" e "superurgentes". Se pararmos para olhar para as pessoas, as plantas, os animais, a natureza, olharmos em nossa volta, veremos que o mundo é uma infinidade de oportunidades. Sugiro uma parada repentina durante o dia e um calmo olhar ao redor. Uma palavra positiva ao seu (sua) colega de trabalho ou de carteira (escolar), ou na recepção do hospital, ou na fila do supermercado, pode mudar seu dia ou sua vida. Eu estou muito feliz esses dias, algo muito bom me acometeu dias atrás. Percebi que fui arremetido por uma felicidade, sendo que a mesma foi antecipada por uma sensação de medo e satisfação, assim mesmo, tudo junto, sem definição no momento. Ao parar e refletir, pude perceber que a reciprocidade dos sentimentos é algo mágico, divino. Me sinto flutuando... sem chão... nas nuvens...



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rodoviária


Você já ficou parado em uma rodoviária por mais de meia hora, observando as pessoas? Como é fascinante o universo da cada uma delas. Umas apressadas, outras nem tanto, algumas esperam ansiosas, outras dormem nos bancos, talvez sonhando com seu destino...
O interessante é a diversidade de emoções, sentimentos escritos nos semblantes aflitos, descontraídos, alertas de todos. Nota-se nitidamente os que pisam na cidade pela primeira vez, estão assustados, perdidos, procurando aquele agente local que nunca está no local desejado, ou esperado. Passam casais correndo para não perder a próxima saída, o casal de idosos com sua paciência edquirida ao longo da vida.
"Um rapaz vem vindo, olhando sem compromisso a moça que passa ao lado. ele olha ali mas enxerga à distância o aviso da plataforma de embarque. O japonês encostado perto da lixeira observa as duas moças lindas, cariocas, que compra café. Talvez ele tenha a expectativa de que elas irão falar com ele, deido seu charme. Talvez. A mulher da mala com rodinhas e suas crianças falam com o segurança, gesticulando muito e falando tudo ao mesmo tempo. O olhar dele denuncia que possui experiência nesta situação. Após a moça cansar da falar, ele lhe diz algo em poucoas palavras. Ela sorri satisfeita e feliz e segue seu caminho. De repente se vira e grita com as crianças que queriam ir para outro lado. A jovem esguia passa, perfumada e calma. Passos firmes de quem sabe para onde vai, e onde pisa".