domingo, 12 de setembro de 2010

decisão consciente


Estamos prestes a escolher nossos representantes novamente. Somos bombardeados pelas promessas de melhorias que todos os candidatos já vem prometendo há décadas... Na minha opinião, muito pessoal claro, penso que se eu não acordar todos os dias e ir trabalhar, nenhum deles virá pagar minhas contas, ou então me oferecer um curso nas Cataratas do Iguaçu, pago pela câmara municipal de minha cidade.
Me pergunto por quê tantos candidatos-artistas (literalmente) estão se candidatando aos cargos públicos? Será que eles acreditam que a política é mais "elevada" que a arte? Ou será que a remuneração "fácil" dos políticos os atrai? Ou pode ser que a oportunidade de defender as causas sociais, ambientais e humanitárias os comova a tal ponto que deixem suas origens artísticas, suas referências culturais para se sujeitarem à exposição ao lado de figuras pouco nobres ou éticas. È realmente difícil escolher dentre tantas opções: Uns são frutos da época da ditadura, outros eram verdes e ficaram vermelhos, os que deveriam ficar vermelhos de vegonha nem se importam se o povo se lembra de suas falcatruas ou não. No resumo da ópera estamos em um mato sem cachorro, como diria minha avó em sua sábia ignorância. A impressão é de que estão colocando imagens lindas em nossa frente todos os dias, para ver se os números das intenções de voto aumentam ou se nos comovemos com os choros desesperados de irmãos nossos que vivem a quilômetros de distância de nós, em suas vidas simples e humildes, porém límpidas e honestas. Mesmo assim, ficamos assistindo aos personagens desta peça de teatro que será encenada a partir das próximas eleições. Porém, ao invés de espectadores, seremos alvos da manobra dos atores que souberam nos ludibriar e convencer-nos de que são os melhores de todos os tempos.
Sugiro uma grande, mas muiiiito grande reflexão: Será que somos nós que escolhemos nossos dirigentes ou são eles que nos escolhem? Eles dizem com palavras lindas todas suas realizações passadas, que são os melhores de todos os tempos, mas será que acreditamos? Será que podemos decidir que não queremos alimentar a máquina fiscal deste país-continente? Que não queremos mais contribuir com os mensalões e outros meios de colocar dinheiro na cueca e nos bolsos de hipócritas e nefastos representantes? Eu não colobararei com isso. Vou entregar meu voto para quem eu realmente acredito que possua boas idéias e intenções, mesmo sabendo que ele(a) não sentará no trono deste reino medíocre. Mas dormirei tranquilo e certo de que não fui um dos milhões de responsáveis que se arrependerão amargamente (novamente) em eleger ladrões e oportunistas ditos "representantes" do povo. Por falar nisso, por onde anda o polvo Paul?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CAFI














Apenas quando ela entrou pude notá-la. A luz estava em nuance de outono naquela tarde. Sua sombra entrou primeiro no grande hall de entrada. O som de fora mal penetrava a caixilharia com vidros incolores. Os brises de madeira foram uma boa idéia, pensei. Quando projetei o edifício em 2009 não imaginaria como ficaria tão bem inserido naquela avenida. Após 50 anos, a volumetria ainda se torna ímpar comparada aos seus vizinhos. Ela me olhou de forma dura e virou-se para a esquerda em busca da exposição de pinturas de arte da escola. Essas exposições são grande chamaris para o intuito primeiro: trazer visitantes para a escola e incitá-los a conhecer a ala de filosifia e literatura que fica no bloco ao lado. Quase ninguém nota que aqui embaixo tem toda uma estrutura administrativa. pensei que esse bloco subterrâneo ficaria mais evidente para os transeuntes. mas todos passam apressados. Acredito que vontade de chegar logo à estaçao de trem ou ao terminal de ônibus. o fácil acesso à eles tornou a escola bastante procurada. O Senac e a Fatec também. As luzes internas começaram a ser acesas. Eu imaginaria que elas ficassem mais tempo apagadas devido a grande incidência de luz vinda do exterior. Mas no outono a tarde é curta e as noites começam a ficar alongadas. Noto que a sombra do bloco de artes invade o térreo sob pilotis do bloco de filosofia. As sombras das pessoas alongam-se até a ponto do edifício da biblioteca. O pátio-praça ficou estratégicamente localizado atrás dos blocos. Ela voltou e me ignorou completamente. Foi até a atendente e pergunto algo. A moça simpática apontou para fora e ela se dirigiu para lá. Acompanhei com os olhos. ela passou sobre os brises verticais de madeira e foi em direção ao elevador. Apertou o botão e esperou olhando paraos lados. Acenou para um grupo que passava na rua ao lado. Amigos do colégio, com certeza. Digo isso pelo logotipo no pullover azul que ela usa sobre a camiseta banca de gola azul. Desapareceu por alguns instantes até chegar no andar da biblioteca. Ela nem quis saber das salas de aula de filosofia! Tentei acompanhá-la mas sumiu entre as estantes de livros. A escola conseguiu mais uma leitora e frequentadora. Um grupo passou por mim vindo do pavimento inferior. Me parece que são professores. Não os conheço, pois já faz algusn anos que não venho até a Cafi - Centro de Artes e Filosofia de Barueri. Durante as obras me perguntei se não deveria colocar mais árvores na fachada principal. Vejo que foi sábia a decisão de não fazê-lo. nesta época do ano, cada minuto de sol é maravilhoso. A noite vem fria. Chego perto do caixilho e noto que as venezianas de ventilação inferiores sopram uma brisa suave. Quase vejo o rastro do ar passando por mim e indo em direção ao teto em busca da saída superior. O equipamento de ar não está ligado. Não precisaria nem ter sido instalado. A ventilação cruzada torna o ambiente fresco no verão e ventilado no inverno. passo pela atendente simpática, a qual me retorna um sorriso plácido. O motorista estacionou perto da rampa de acesso. Entro no veículo e olho mais uma vez para a fachada. O logotipo foi colocado alto demais para o pedestre observa-lo. As luzes da água do poço de luz refletem na fachada envidraçada. Fique feliz com o resultado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Paisagismo - Guarujá - 2007

Arquitetura de Interiores - Apto 160m² - Morumbi 2008-09









































Este projeto foi desenvolvido para um apartamento de uma pessoa solteira que receberá amigos e familiares vindos do exterior. Toda infra-estrutura foi desenvolvida para este fim, além de estar pronto para atender aos momentos de estudo, trabalho e lazer do proprietário. O atendimento ao cliente se deu desde o projeto até a entrega das chaves com todo o apartamento montado, mobiliado, inclusive com roupa de cama, mesa e banho.









domingo, 21 de fevereiro de 2010

Residência R M - Alphaville - 405m² - 2002



Residência em condomínio fechado próximo à São Paulo, desenvolvido em conjunto com as arquitetas Denise Della Paschoa e Márcia Cansanção Paiva.

Residência C V - Alphaville - 662m² - 2003




Residência em condomínio fechado próximo à São Paulo, elaborado em conjunto com as arquitetas Denise Della Paschoa e Márcia Cansanção Paiva.

2º lugar - Concurso Sede AEAA Osasco 2001


Foi muito gratificante participar deste concurso com as arquitetas Denise D. Paschoa e a Márcia Cansanção Paiva, na ocasião minhas sócias e hoje, amigas. Com ele, ganhamos a segunda colocação.

Residência Silvia - Jandira SP - 2007














Perspecitva à mão e ilustrada no Photoshop

Projeto de uma residência em condominio fechado. trata-se de uma reforma de projeto. A proprietária descontente com o projeto aprovado, ainda na fase inicial da obra optou por mudar o projeto. Este foi um desafio cujo resultado foi satisfatório para mim e para ela.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

residência S+A - jandira SP - 2008











Fachada norte













Fachada oeste

Residência projetada e em fase de acabamento em um condominio proximo de São Paulo para abrigar um casal com um filho. A oportunidade de desenvolver um projeto para o casal amigo foi gratificante por eles terem bom gosto e darem a liberdade de criação deste projeto. A volumetria contemporânea deixa a convivência familiar em primeiro plano no conceito projetual. O partido remete os dois eixos de Mies e estabelece o plano como única entidade presente.
Olá,
é sempre bom poder expressar o que se pensa, e muitas vezes o que você ouve, alías, tenho por hábito ouvir mais do que falar. Ouvindo apreendo mais do que falando.
Vimos nestes tempos que as pessoas tem necessidade de falar, de serem ouvidas, mas muitas vezes dizem pouco.
Os últimos episódios de minha vida me mostraram o quão importante são os amigos. Estou muito grato por todos que já fiz. Esses me dão base para prosseguir a vida sabendo que eles estão lá, em algum lugar, e que, posso acessá-los. Diferentemente dos que "partiram" e que estão pra sempre (ou pelo menos para muito tempo) inacessíveis.
Caros amigos, é pra vocês esta inauguração do blog, para registrar que, eu como filho único, só tenho vocês para compartilhar minha vida e meus momentos. Todos que me conhecem um pouco sabem o quanto me dedido ao trabalho. Hoje percebo que isso se deu pela falta do irmão ou dos pais, que todos acham normal ter. Para mim, a percepção de família é mais ampla pelo fato de eu não tê-la. Considero, por exemplo, a Turma do Agito Geral todos meus irmãos. Esses laços são eternos, já dizia Zíbia.
Este ano, ao completar mais uma etapa de minha vida, olho para trás e vejo o quanto já caminhei. Alguns dizem que tenho bagagem suficiente para voar mais longe, mas eu estou apenas começando tudo, aprendendo cada dia mais um pouco, sabendo que a lição da vida é diária, e que, basta você relaxar e o rolo compressor da tecnologia, da informação e da modernidade, passa por cima de tudo e todos. Ao mesmo tempo em que, tudo que vemos e ouvimos me soa como repetição de um passado recente da humanidade e da civilização.
Gente, a vida é maravilhosa para os que a amam.